“Eu ia te escrever qualquer dia, eu tinha - e tenho - um monte de coisas pra te dizer, aquelas coisas que a gente cala quando está perto porque acha que as vibrações do corpo bastam, ou por medo, não sei. ” (Caio amado.)
ATO 1. Eu gostaria de escrever sobre qualquer outra coisa, qualquer outro assunto. Mas não dá.
ATO 1. Eu gostaria de escrever sobre qualquer outra coisa, qualquer outro assunto. Mas não dá.
ATO 2. Agora são exatamente 1:34 da madrugada de uma sexta feira, estou tentando escrever desde as 23:17 do dia anterior. Tentei falar de vários assuntos, mas não obtive sucesso. Na minha cabeça não passa outra coisa que não seja a tal ‘confusão de sentimentos’ que ganhei neste final de ano. Só que o problema é que eu não sei explicar. O que estou sentindo é tão confuso, que acaba se tornando um mistério até para mim.
ATO 3. Eu tenho tanta coisa para te falar, tantas palavras engasgadas na garganta prontas para sair. Palavras que guardo desde o dia em que você reapareceu depois de tanto tempo, desde o maldito beijo roubado.
Eu quero, ou melhor, tenho que te falar tanta coisa, mas quando o vejo as palavras somem, desaparecem, simples assim. No dia em que te disse que “No fundo, eu ainda sinto algo por ti”, aconteceu o mesmo. Eu sabia sim o que te falar, sabia de cor e salteado. Mas as palavras desapareceram no momento em que me sentei de frente para você e respirei fundo, para então começar o tão complicado diálogo. Mas enfim, apesar das palavras não terem chegado a serem claras naquele momento, falei. Falei tudo que vinha do coração, sem ensaios. Confesso que houve momentos que eu não sabia mais o que dizer, mas felizmente consegui chegar ao objetivo final. Não foi fácil. Pudera, nunca pensei que fosse.
ATO 4. Ultimamente ando tão bipolar. Bom, confusa seria a palavra mais propicia. Eu sei que estou cansada por dentro, toda essa situação está me desgastando por completo. Mas eu não consigo desistir. No fundo, tenho em pensamento que eu já agüentei muita coisa para desistir agora. Acho que está certo, não sei. Já suportei tanta coisa mesmo, que agora devo ir até o final. Mesmo que o futuro seja de incertezas. Mesmo que nada dê certo. E sinceramente, acho que não vai dar. Da outra vez não deu, o que tudo me indica é que se houvesse uma segunda vez seria do mesmo jeito, ou até pior. Antes não tínhamos tanta responsabilidade como temos agora. Éramos muito novos, e mesmo sem muitos compromissos, não deu certo. Quem dirá agora. Você no início da faculdade, eu na metade do ensino médio. Ambos com responsabilidades que ganhamos junto com a idade. Seria complicado administrar o tempo para conseguir unir as responsabilidades com um compromisso à distância. A disponibilidade de tempo e a distância até poderiam prejudicar esse tal relacionamento, mas isso não me impediria de tentar fazer dar certo outra vez. Não me importo com a distância e acho o tempo irrelevante. Pois acredito que quando um sentimento é verdadeiro, ele não se abala com essas típicas coisas de um cotidiano corrido.
Para mim são apenas vírgulas. pena que para ti foram um ponto final. Eu sei que teriam diversos obstáculos além da distância e do tempo, mas quem te disse que eu ligo para o que os outros acham ou deixam de achar? Teríamos confiança um no outro e isso basta.
Para mim são apenas vírgulas. pena que para ti foram um ponto final. Eu sei que teriam diversos obstáculos além da distância e do tempo, mas quem te disse que eu ligo para o que os outros acham ou deixam de achar? Teríamos confiança um no outro e isso basta.
ATO 5. Mas agora voltamos pela terceira vez para a estaca zero. Mas dessa vez a culpa foi totalmente sua. Eu queria apenas algumas respostas, apenas a verdade. Só que a única coisa que você me respondeu foi “Depois a gente conversa sobre isso... agora não dá...”. “Eu não te entendo mais”, Foi o que consegui responder. Após isso você me evita até nos mínimos detalhes. Parabéns pela sua imaturidade, ela é brilhante. Torno a repetir minha resposta, “Eu não te entendo mais”.
Eu só queria dizer diretamente para você o que eu sentia. Só. Eu não precisaria dizer nada muito longo ou complicado que você entenderia o recado muito bem. Mas você não quis ouvir, ou melhor, caiu fora. E desde então, convivo com a tortura da dúvida.
São 3:10 da madrugada. Acabei de escrever quase duas folhas inteiras e ainda me sinto cheia de palavras, com uma sensação de estar pronta para explodir. Ainda há tanto para se dizer...
Amanhã, aliás, hoje mais tarde, vou deixar a tarde livre e apenas escrever. Quem sabe dessa forma eu não me sinto melhor. Ultimamente estou optando por desabafar apenas com a caneta e o papel. É melhor. Acho que as pessoas não entendem mais os sentimentos dos outros. (a alguns meses)
Resolvi arrumar umas pastas que andavam perdidas no meu quarto e acabei achando um caderno com alguns textos meus. Este é o primeiro texto. Vou passar o resto a limpo e postar mais alguns aqui.
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