Andei pensando desde que nos falamos pela última vez. Não sei exatamente no que, foram pensamentos soltos, sem inícios e sem finais. Fiquei pensando na sua atitude de deixar tudo para o dia seguinte, de me deixar sempre em segundo plano. Pensei, repensei e tripensei. Acabei chegando à conclusão que o nome ideal para sua atitude é Medo. Mas medo de que? De encarar a realidade? De ouvir a verdade? - Quem sabe. O que importa é que não me importo mais, larguei de mão. Comecei a tirar da bagagem o que não serve mais, que é inútil, e você faz parte do inútil. Vou andando e deixando pelo caminho as coisas que não me possuem mais. Vou ficando mais leve, me sentindo mais leve. Enfim, fique sabendo que seu medo só me fez bem. Ele me fez finalmente perceber que eu não te amo. Eu amo quem você era. Quem você foi um dia. E essa pessoa não existe mais. Essa pessoa não volta mais. É algo mais ou menos assim, como Caio descreveu: "Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se no símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia apenas dentro dela".
Sabe, todos esses anos eu procurei motivos para te esquecer, mas nunca achei. Sempre tinha algo que me fazia seguir em frente. Algo sempre me dizia para continuar. Esperança talvez. E agora, finalmente quando eu deixei de procurar motivos, achei. Sempre tive em mente que quando não se procura, aparece. Eu estava certa. Talvez eu tenha me enganado esse tempo todo tentando não enxergar a verdade. Mas agora eu vejo que essa batalha se tornou banal, continuar seria em vão. Então, é inútil que eu continue lutando por algo que eu sei não vai dar certo.
Ótimo, nem tenho mais lágrimas para derramar. Já chorei o suficiente para entender que “Se não foi, não era pra ser” e pronto. Agora que consegui me libertar do passado, vou continuar minha vida da mesma forma que ela era quando eu ainda não conhecia você. Vou caminhando de com uma armadura no peito, mas sempre com seu antigo você no coração.
Sabe, todos esses anos eu procurei motivos para te esquecer, mas nunca achei. Sempre tinha algo que me fazia seguir em frente. Algo sempre me dizia para continuar. Esperança talvez. E agora, finalmente quando eu deixei de procurar motivos, achei. Sempre tive em mente que quando não se procura, aparece. Eu estava certa. Talvez eu tenha me enganado esse tempo todo tentando não enxergar a verdade. Mas agora eu vejo que essa batalha se tornou banal, continuar seria em vão. Então, é inútil que eu continue lutando por algo que eu sei não vai dar certo.
Ótimo, nem tenho mais lágrimas para derramar. Já chorei o suficiente para entender que “Se não foi, não era pra ser” e pronto. Agora que consegui me libertar do passado, vou continuar minha vida da mesma forma que ela era quando eu ainda não conhecia você. Vou caminhando de com uma armadura no peito, mas sempre com seu antigo você no coração.
“A propósito, te agradeço. Não por ter me magoado e ido embora como se nada tivesse acontecido, mas por ter me ensinado a ser mais forte.” (Sem data)