Expressar o que sinto nunca foi fácil, desde sempre aprendi a reprimir meus sentimentos, guardando-os pra mim. Esta ai o motivo do meu silencio em certos momentos, mesmo recorrendo a escrita pra tentar te falar o que sinto, nunca sei ir direto ao ponto, o faço por enigmas aquilo que quero.
Você acha que eu não sei o que é ter algo de ruim dentro de si, e que as vezes chega a ultrapassar a fé, sei exatamente o que é sentir-se exilado de tudo e todos, não me julgo honesta suficiente pra te mostrar a direção de um caminho certo ou errado, sou como você, realizo os mesmos trajetos e piso nos mesmos espinhos. Sinceramente, não vou mentir com o que aconteceu, me senti sim deixada como uma carta qualquer, fora de um baralho velho, não falando que fui usada e descartada fisicamente, mas psicologicamente de alguma forma. Não me surpreendi nem um pouco com tua atitude sob querer voltar à velha história que te causa tanta dor. Quando falo que meu “eu” se bloqueia quando coisas desse tipo acontecem, não é querendo apagar ou fingir que não sinto algo, ou que esse algo que existiu simplesmente sumiu, não consigo ser tão fria pra afirmar que não significou nada ou passou apenas de um aprendizado.
Quando falo pra você que estou bem, to falando a verdade, mais isso não quer dizer que ainda não lembre e sinta falta do que praticamente nem mesmo chegou a começar...
Essa é a minha forma de encarar os problemas de frente, sei que sou imprevisível, será sempre estranho quando der uma passou adiante, ou ainda sim recua-lo, eu só espero que você encontre aquilo que procura, mesmo que não saiba o que é.
Eu não senti raiva em momento nenhum, você ainda tem tantas decisões a serem tomadas e ainda não se deu conta disso, admito que não é fácil em alguns instantes ficar sem recordar o ontem, mais eu não vivo do ontem e sim do hoje, tudo isso ta servindo como uns degraus a mais na escada da minha vida. Talvez não tenha dado certo pelo fato de sermos iguais ou diferentes de mais pra ficarmos juntos.
Desculpe-me, vivo numa eterna descoberta sobre mim...
(J. S. - modificado)
sexta-feira, 29 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Sem título
Ta doendo muito. Ta uma dor insuportável, mas eu não choro. Meu corpo está fraquejando mas minha cabeça ainda esta sóbria e mandando um alerta "Não cede, continua assim, não cede!". E eu não vou ceder. Confesso que está cada vez mais difícil segurar as lágrimas mas eu sou forte, sei que sou. Nenhuma vai escorrer pelo meu rosto. Não hoje. Não agora.
Mas essa vontade de gritar pro mundo "Foda-se eu não sou de ferro!" vem cada vez mais forte, cada vez mais intensa, cada vez mais desejada pelo meu corpo. Engulo o choro que desce rasgando pela garganta deixando um gosto amargo mas não grito. Permaneço calada. Continuo não sendo explícita.
Enquanto essa confusão toma conta do meu corpo, forço minha cabeça a funcionar e continuar me alertando "Segura a barra! Não chora, não cede!". E essa alerta que criei na minha cabeça não é orgulho, nem fraqueza. Só me faz lembrar que não vale a pena esse choro.
Vontade de chorar não significa fraqueza.
Evitar chorar não significa orgulho.
Me tornei fria porque percebi que não vale a pena sofrer pelos outros. Se os outros fossem tão importantes, não te fariam chorar, não te fariam sofrer, muito menos te fariam se tornar uma pessoa fria.
Mas essa vontade de gritar pro mundo "Foda-se eu não sou de ferro!" vem cada vez mais forte, cada vez mais intensa, cada vez mais desejada pelo meu corpo. Engulo o choro que desce rasgando pela garganta deixando um gosto amargo mas não grito. Permaneço calada. Continuo não sendo explícita.
Enquanto essa confusão toma conta do meu corpo, forço minha cabeça a funcionar e continuar me alertando "Segura a barra! Não chora, não cede!". E essa alerta que criei na minha cabeça não é orgulho, nem fraqueza. Só me faz lembrar que não vale a pena esse choro.
Vontade de chorar não significa fraqueza.
Evitar chorar não significa orgulho.
Me tornei fria porque percebi que não vale a pena sofrer pelos outros. Se os outros fossem tão importantes, não te fariam chorar, não te fariam sofrer, muito menos te fariam se tornar uma pessoa fria.
domingo, 24 de abril de 2011
Uma prosa de domingo
Hoje o post é diferente, não vim com nenhum texto pronto. Esse não é um daqueles textos que eu costumo fazer na última folha do caderno da escola, em algumas aulas chatas de sociologia, e que depois repasso aqui para vocês. Não. Hoje estou aqui por puro prazer de escrever, sem nenhum assunto ao certo, embora minha cabeça esteja cheia de palavras querendo sair, sem saber como. Não sei qual será o resultado desse texto, não sei onde nem quando irei parar, escreverei enquanto fluir. E acho que é assim que deve ser. Escrever não é rasgar uma folha do caderno, pensar em um assunto que você acha que vai render e começar a movimentar a caneta. Comigo não é assim. Escrever vai além disso. Escrever, é lembrar de quem te faz bem e colocar as palavras que mais se aproximam da beleza do sorriso da pessoa em uma folha. É você pegar uma caneta e lembrar dos mais belos momentos de sua vida e querer que eles não só estejam em seus pensamentos, mas em um papel que vai ficar no teu mural de fotos, para quando você se levantar, ler o papel e reviver o momento mais uma vez, todos os dias. Escrever, não é fazer um texto, uma redação ou um artigo de jornal. Escrever não tem nada a ver com quantidade de palavras mas sim qualidade. Não importa o tanto de linhas que se tem que preencher, o que vale é a emoção das palavras... o que importa é o que elas realmente querem dizer. Escrever para mim, é começar uma folha com um 'Sinto sua falta.', depois escrever um 'Gosto muito de você' e depois se dar conta que escreveu tudo aquilo que estava guardando por muito tempo para si. E mesmo assim quando deitar a cabeça no travesseiro, sentir como se a caneta e o papel fizessem parte de você, querendo cada vez mais sentir o prazer de escrever em uma folha o que há de mais belo dentro de você.
Caro leitor, não sei se compreendes o que é escrever para mim. Mas não perca seu precioso tempo tentado entender. Eu mesmo quase sempre não me entendo. Agora mesmo, tenho sentimentos que não sei se são bons ou ruins. Mas isso já é assunto para outros tempos.
Hoje é domingo de Páscoa. Nada de muito bom. Isso só me faz lembrar que amanhã é segunda e a vida não para. Domingos me inspiram, hoje mais do que nunca confesso. Após ter um sábado tumultuado e um domingo com notícias que prefiro não defini-las se são boas ou não, o que mais fiz foi escrever. E agora, cá estou eu, já me preparando para dormir.
A unica certeza que tenho agora, é que amanhã não vai ser necessário somente a aula de sociologia para a caneta trabalhar. Do jeito que minha cabeça está, vão faltar folhas...
Já é quase segunda, mas ainda há tempo para desejar uma "Feliz Páscoa a todos".
Que continuemos assim, sorrindo. Mesmo com todos os problemas e todas as dificuldades que temos todos os dias. Não desistam, a vida apesar de dura, só nos quer ensinar a ser mais fortes.
Uma boa semana a todos nós.
Uma boa semana a todos nós.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O que se passa dentro de mim. Por Caio amado.
"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como “estou contente oura vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim – nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente – e não importa – essa coisa que chamarás, com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás – aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na lagartixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça."
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente – e não importa – essa coisa que chamarás, com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás – aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na lagartixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça."
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